O sangue latino do Galeano

por jaderstn

Em 2009, muito antes de pensar em sair de casa, ainda duvidando sobre a nova graduação que eu recém havia começado, encontrei As Veias Abertas da América Latina, recomendação de um amigo-professor que tomei como exemplo em minha carreira universitária. E foi aí que nasceu um interesse, platônico mesmo – mais pelo mundo que pelo escritor – que me fez riscar da lista de planos qualquer lugar que não estivesse na parte sul da América.

E veio então O Livro dos Abraços, a mudança pro Uruguai, a constatação de que por lá o autor não é a mesma unanimidade que é por aqui, o encontro inesperado numa esquina de Montevidéu (e a surpresa no olhar dos dois, porque eu não consegui falar ou fazer nada naquele instante), o Futebol ao Sol e à Sombra e Os Filhos dos Dias.

Pra mim, nunca foi o escritor ícone, o modelo a seguir ou o suprassumo da literatura latino-americana. Mas fomentou e esteve presente nas decisões e paixões que marcaram minha história nos últimos seis anos.

E agora, como estar em Montevidéu sem imaginar outro encontro casual em alguma esquina do Parque Rodó?

Eduardo Galeano (1940 – 2015)

Aqui o link para uma entrevista, fundamental.

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